Escrever o sentir.

                
     Tenho essa mania de ser sonhadora, não posso controlar minha vontade de querer sempre o melhor, de buscar sempre está no topo, de viajar em pensamentos com os olhos abertos e passear pelo que sei ser meu futuro. Nunca tive medo de cair na subida, já tive quedas feias, mas me levantei com classe e quando os ralados sararam tentei de novo, e de novo e de novo... e assim continuo, porque faz parte de quem eu sou essa insistência no impossível, impossível para os outros porque eu acredito que tudo é possível, acredito quando dizem que Deus não bota um sonho á toa em nosso coração, acredito que todos os caminhos que me levaram á querer tanto algo que para os outros parece tão impossível tiveram um porque. Teve um porque naquela noite eu pegar um caderninho velho e escrever aquilo que seria á primeira de muitas músicas, a primeira vez que traduzi palavras em canção, e hoje escrever é uma paixão tão grande que se tornou uma necessidade.
     Nunca me importei se vão gostar do que escrevo, se as pessoas que adoram julgar tudo vão achar horrível ou elogiar, isso não me preocupa, eu escrevo sobre sentir e ninguém sente igual á ninguém. Sentimento bom é aquele sentimento conturbado, aquele sentimento indefinido, sentimento certinho demais não resulta em nenhuma palavra bonita, alias tudo de mais bonito que já escrevi foi entre lágrimas, a dor é a maior inspiração, não que á alegria não seja, gosto de escrever sobre felicidade, mas a tristeza á gente tem que botar pra fora porque ela faz mal se ela ficar acumulando dentro de nós, a felicidade não, a felicidade á gente pode guardar na quantidade que quiser que ela vai sempre fazer bem. E cada um encontra uma forma de botar essa tristeza pra fora, á minha forma foi ás palavras e á melodia, a minha formula da felicidade é a caneta e o papel, é o silêncio da madrugada, o barulho dos grilos, o galo que canta ao amanhecer enquanto eu estou indo dormir, o cheirinho da manhã que entra pela janela e ai sim me trás a paz para um sono tranquilo que a noite me levou.
     Não ligo muito para mostrar o que escrevo, deixar os outros saberem o que sinto é indiferente, e por favor não pense que quando falo "o que sinto" me refio só as experiencias que vivi, eu sinto pelos outros, pelo que vejo, observo, pelo que me falam, gosto de entrar no sentimento alheio e interpretar o que os outros sentem, escrever o sentimento dos outros da forma que eu sinto. Gosto de ter essa sensibilidade de entender os outros, de saber traduzir á lagrima de quem ainda não sabe como espantar a tristeza, me sinto uma boa pessoa quando o que escrevo ajuda alguém, emociona alguém. Parece que estou cumprindo minha missão e nesses momentos faz tanto sentido escrever.


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